Aliás, gostaríamos de saber quando é que o governo vai respeitar as liberdades individuais, como o direito à privacidade e outros. Tem uma tal de Constituição que prevê esses direitos!
Art. 5º, Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
...
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.
Luiz Inácio da Silva, quem diria, resolveu chamar o povo de ignorante. Ou, mais precisamente, de burro.
Num comício em Guarulhos, onde encarnou mais uma vez o apresentador de auditório – só faltou gritar: “A Dilma vai para o trono ou não vai?” –, o presidente decidiu apelar.
Recorrendo aos seus superpoderes de tutor da massa, disparou do palanque as palavras hipnóticas, caprichando na voz de ogro que seus súditos amam ouvir. A hipnose consistia basicamente em dizer, sobre o escândalo na Receita Federal:
Vocês não estão vendo nada disso. Vocês não estão ouvindo nada disso. Vocês não estão sabendo de nada disso.
A premissa do grande líder ao questionar “esse tal de sigilo” é óbvia: o povo é idiota e não sabe o que é sigilo fiscal. Porque o que aconteceu com o tal do sigilo de Verônica Serra todo mundo sabe: foi destruído, pulverizado pela espionagem dentro da Receita Federal.
De fato, o sigilo desapareceu – e o que não apareceu até agora foi o mandante do crime. Só se sabe que o autor da falsa procuração foi filiado ao PT.
Com sua tentativa de hipnose, Lula quis confundir “sigilo” com “dossiê” ou algo similar, forçando uma inversão dos fatos. Quis insinuar que é preciso aparecer um documento pirata qualquer, como um daqueles com a grife dos aloprados, para se confirmar o escândalo.
Lula sabe da quebra do sigilo de Verônica. No seu canal direto e particular com o povo, resolveu negá-la. Apostou na mistificação. Mentiu.
É cada vez mais fácil entender por que o Plano Dilma arquiteta o controle da imprensa. Numa hora dessas, desabaria sobre os editores de jornais e telejornais o crivo dos conselheiros do povo. Eles apontariam motivação ideológica na cobertura do escândalo da Receita – que as autoridades tentaram esconder.
Lula e o PT não querem intermediários na sua conversa com o povo. Querem ser sua própria imprensa marrom.
Local: Qualquer supermercado com certo movimento na cidade de São Paulo.
Horário: Aquele em que você estiver com mais pressa. (A Lei de Murphy ainda não foi revogada.)
Cenário: Fila do caixa.
Imagine-se na cena. Você está com o carrinho cheio, e evidentemente - porque você é uma pessoa ética (se não for, poderia sair do meu blog, por favor?) - você vai às filas que recebem clientes com mais de dez volumes. São poucas, o supermercado está bem movimentado.
Você procura a fila menos concorrida porque supõe que vai demorar menos para passar suas compras, pagar e ir para casa. Chega na fila e... surpresa! Na sua frente, três clientes diferentes com meia dúzia de compras na cestinha.
"Ué, mas isso é bom, não é? Não vai demorar tanto..." Engano seu, meu otimista amigo e leitor.
Antes de explicar, porém, devo ressaltar que meu comentário a seguir nada tem de discriminatório. É apenas uma constatação. Normalmente, segundo minha experiência, quem compra poucos itens E VAI À FILA DE MAIS DE DEZ VOLUMES (olha a ressalva) é o espertinho que olha para a fila de poucos volumes, vê que tem uns cinco ou seis clientes e pensa, "ah, quer saber? Vou nesta de mais de dez que só tem um sujeito na frente".
Chega nessa fila e, atrás dele, vão outros com o mesmo raciocínio. São pessoas que costumam pagar em dinheiro ou, quando pagam em cartão, não têm lá muita experiência com senhas e coisas do tipo, e acabam gastando um tempão tentando digitar a senha que nunca lembram, ou procurando moedas (geralmente perdidas no fundo da bolsa ou do bolso das calças) para completar o pagamento. Ou quer o troco direitinho, com moedas de um centavo e tudo. (Não que isso seja errado, pelo contrário, mas é preciso pensar nos outros que estão atrás da fila e que não perderiam o mesmo tempo esperando dois centavos de troco, o que as caixas nunca têm para dar.)
Outro dia mesmo, Milonguero presenciou uma cena dessas: Uma cliente com uma caixa de creme de leite na mão ficou catorze minutos, contados no relógio, tentando digitar sua senha diante de uma plácida caixa. Evidentemente, empacou toda a fila de trás.
"Mas qual o problema? Qualquer um tem o direito de entrar em qualquer fila, não tem não?"
Tem - em termos. Se eu entrar numa fila de poucos volumes com o carrinho lotado, serei barrado. Ou seja, eu, cliente que privilegio o supermercado com minhas compras volumosas, tenho menos caixas disponíveis do que o cliente que entra para comprar uma garrafa de refrigerante ! Não tem lógica, tem?
O lalauzinho que tem dois pães de forma na mão pode entrar em qualquer fila, inclusive na do caixa normal, e sair com suas compras em pouco tempo.
Milonguero já reclamou com todas as ombudsperson que encontrou, mas não teve muito resultado. Faça sua parte. Reclame. Chie. Vamos ver se mudamos o cenário.
Não há bem que não se acabe, não há mal que sempre dure. Minha expectativa quanto à segunda parte do ditado é que as máscaras da PaTaquada caiam depressinha. Tomara que o povo perceba!
Local: Shopping Ibirapuera, piso Moema, fila da casa lotérica. Pouco mais de 10 da manhã. Fila parada, "sem sistema". Mais uns 15 minutos e volta o "sistema". Duas pessoas à frente de Milonguero na fila. Nisso, chega um casal com duas crianças e um carrinho. Uma das crianças fica em pé ao lado da mãe, e o pai pega a menor - que não era tão pequena assim - e fura a fila, na maior cara de pau, dizendo "Licença, mocinha", com rispidez, para a pessoa na frente de Milonguero.
Levou um tempo para cair a ficha e perceber a jogada de mestre do casal maquiavélico: em vez de a mãe ficar com a criança no colo e o pai entrar na fila, usaram o filho menor como instrumento "perfuratório" da fila... Na hora, alguns se indignaram, e o casal - em coro, como se já esperassem a reação - reagiu com grosserias e ofensas, dizendo coisas como "fizemos, sim, e faremos de novo, se quisermos, a lei permite".
Faltou a Milonguero a presença de espírito para lembrar ao casal sem ética que a lei fala em "atendimento preferencial a gestantes, mães com crianças de colo, idosos e deficientes físicos". A adrenalina subiu, mas não encontrou canal de vazão que não a indignação e tremores nas mãos.
Quando é que as pessoas deste país vão aprender a ser éticas? Bem, suponho que, com os exemplos que vêm de cima, talvez demore um pouco. Infelizmente.
Deu na coluna do Roberto Damatta do Estadão de hoje, 14 de janeiro de 2009:
Numa terra de cegos, quem tem um olho é rei. Num país de gente sedenta e carente de leitura, é desanimador e melancólico descobrir que o presidente da República, o sujeito mais importante e poderoso do sistema; a figura a quem devemos respeito e lealdade pelo cargo que ocupa; que representa não só um partido ou posição política e econômica, mas - como supremo magistrado da nação - a todos nós; o homem número 1 do país, não lê. Mais: em entrevista ao jornalista Mario Sergio Conti, para a revista Piauí, ele declara que, quando tenta fazê-lo, tem azia.
Entendo perfeitamente bem o presidente e não compreendo o espanto do ilustre jornalista. Sinto azia toda vez que ouço a voz ou vejo a imagem daquele barbudo gordinho cujo nome não se pronuncia (fazendo uma citação a Harry Potter e seu Valdemort), e mudo rápido de estação de rádio ou de canal de TV para que os sintomas não se agravem e virem uma úlcera.
... deve estar se revirando no túmulo. Esta é a famosa frase de Ruy, também chamada de Oração aos Moços:
De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.
Sabe quando você telefona para algum cliente e a secretária diz que "ele não se encontra"? Provavelmente deve ter ido ao analista para tentar se reencontrar consigo mesmo. Não sei quem é pior, esse que "não se encontra" ou aquele que "se acha"...
Ainda nessa veia, que tal aqueles que a secretária diz, "Quem deseja?" Bem, tem quem deseje a Juliana Paes, ou a Angelina Jolie, mas na falta delas, pode ser o chefe dessa pamonha! Isso é jeito de falar? "Quem deseja"... Que tal perguntar, "Com quem deseja falar?" Muito melhor, não?
Tem gente ainda mais lacônica, que provavelmente faz as mesmas perguntas o dia todo. Ligam para um número. Atendem. "Quem?" dispara a besta. Ah, seria legal se um dia a vítima respondesse, "Quem, quando, onde e porque são as perguntas do jornalista. A senhora é jornalista? Se não é, o que deseja? Quem não é pergunta que se faça!!!" E quando a anta arremata com chave de ouro o festival de besteiras telefônicas, complementando com um "Da onde?" o seu ignóbil "Quem?" Ah, vão passear!
Citando os Mamonas Assassinas, "no reino animal tem uns bichos
interessantes". É o caso das cabras do Tennessee que sofrem de myotonia
congenita, uma condição que faz com que seus músculos se paralisem sempre
que o animal se assusta. Quando os coiotes eram comuns na região dessas cabras,
o fazendeiro colocava uma delas junto de um grupo de cabras comuns e, diante do
ataque do predador, as cabras comuns fugiam e a pobrezinha "desmaiava". O coiote
a atacava e comia, e enquanto isso o grupo se salvava.
Hoje, há fazendeiros politicamente incorretos que cobram entradas
dos visitantes para... assustar as cabras. Sacana é pouco.
Encontrado em um blog, quando Milonguero resolveu Googlar a ignorância alheia:
ui.. tadinha, vc deve se divertir conversando com ela o_o’ sab q se fosse cmg, eu acabava me irritando, pq não aguento burrisse, me estressa, deveria doer!! afff
Sim, o prezado leitor leu direitinho. Eu também não agüento, mas resolve alguma coisa? Afff
Esse bateu recordes. Milonguero não consegue ficar 70 mil anos sem sexo! O máximo que um porteño conseguiu ficar sem sexo foi 142 anos, 3 meses e 4 dias...
Crer em extraterrestres não ofende a fé, diz padre
Chefe dos astrônomos do Vaticano afirma ser possíve a existência de vida inteligente fora da Terra e que ETs também seriam criaturas divinas
AP
Acreditar na existência de vida fora da Terra não contradiz a fé em Deus, afirmou o chefe do Observatório Astronômico do Vaticano, o padre jesuíta José Gabriel Funes, em entrevista publicada ontem no jornal L'Osservatore Romano.
A vastidão do universo - com centenas de bilhões de galáxias e trilhões de estrelas - indica que pode haver formas de vida extraterrestre, até mesmo vida inteligente, disse o jesuíta.
Na entrevista intitulada 'O extraterrestre é meu irmão', Funes questiona como podemos garantir que a vida não tenha se desenvolvido em outros lugares. Diz também que 'assim como há uma multiplicidade de criaturas na Terra, pode haver, lá fora, outros seres criados por Deus'.
'Isso não contradiz nossa fé, pois não impomos limites para a liberdade de criação divina', afirmou Funes.
'Assim como consideramos as criaturas terrestres como irmãos e irmãs, por que não podemos falar sobre um irmão extraterrestre? Seria também parte da criação', argumentou.
Segundo Funes, a ciência, sobretudo a astronomia, não contradiz a religião. A entrevista de página inteira aborda um tema recorrente no pontificado de Bento XVI, que tem dado ênfase em explorar a relação entre a fé e a razão.
A Bíblia 'não é um livro de ciência', disse Funes, e 'a busca de fatos científicos sobre o universo e sua origem não lança dúvidas sobre o papel de Deus em sua criação'.
Como exemplo, o sacerdote disse que acredita na teoria do Big Bang, que afirmou ser a mais plausível para explicar a criação do universo. De acordo com a teoria, o universo teria começado há bilhões de anos com a explosão de um único ponto superdenso que continha toda a matéria.
Mas, ainda assim, 'continuo acreditando que Deus é o criador do universo e que não somos produto do acaso', disse.
PRESTÍGIO
O Observatório Vaticano está presente em dois continentes. A sede fica na residência de verão dos papas, o bucólico Castelo Gandolfo, a poucos quilômetros de Roma. O centro de pesquisas propriamente dito está localizado no interior do Estado do Arizona, nos Estados Unidos.
Em sua página na internet, numa seção voltada aos visitantes leigos, a instituição faz questão de deixar claro que os telescópios não são utilizados com o objetivo de procurar 'algo divino lá em cima'. O observatório é católico, mas não tem fins religiosos. 'Nem com um telescópio potentíssimo poderíamos ver Deus. Ele está além do universo, por trás de tudo que existe', acrescenta Funes.
Nos trabalhos científicos do observatório, o Vaticano não faz nenhum tipo de interferência. A escolha dos diretores, na prática, não precisa do aval do papa. Por isso, a instituição é respeitada internacionalmente. Tem acordos de cooperação com a Nasa, a agência espacial dos EUA. Seus padres astrônomos publicam estudos em prestigiosas publicações científicas.
Vai tua vida, teu caminho é de paz e amor A tua vida é uma linda canção de amor Abre os teus braços e canta a última esperança A esperança divina de amar em paz
Se todos fossem iguais a você Que maravilha viver Uma canção pelo ar Uma mulher a cantar Uma cidade a cantar A sorrir,a cantar, a pedir A beleza de amar Como o sol Como a flor, como a luz Amar sem mentir, nem sofrer
Existiria verdade Verdade que ninguém vê Se todos fossem no mundo Iguais a você